[A ILHA DOS MORTOS (SURVIVAL OF THE DEAD, 2008)] Cotação: • •Pois Survival of the Dead, o novo filme de mortos-vivos do mestre George A. Romero, é quase um Zombie 3: a impressão que fica ao final é que Romero, que já está bem velhinho (completou 70 anos no início de 2010), abandonou as filmagens pela metade e algum outro diretor com estilo totalmente oposto (ou nenhum estilo) assumiu as filmagens – neste caso, um Uwe Boll ou um Steve Miner em fase do remake do Dia dos Mortos, só para dar uma ideia do drama. Survival of the Dead (cuja tradução literal seria Sobrevivência dos Mortos) é o sexto filme sobre zumbis escrito e dirigido por George Romero, mas como o anterior, Diário dos Mortos (2007), deixa a impressão de que o cineasta veterano está ficando gagá e precisa de internação imediata num asilo.
Afinal, quando lembramos que foi ele o responsável por alguns dos melhores (e mais sérios) filmes de mortos-vivos da história do cinema de horror, e e foi ele quem criou os cânones sagrados deste bem-sucedido subgênero, é impossível não se espantar com a falta de qualidade, com o humor negro deslocado e com as piadas infames deste seu novo trabalho, que lembra uma esquisita auto-paródia, ou uma tentativa de imitar o estilo de diretores como Sam Raimi e Peter Jackson – que por sua vez, ironicamente, foram influenciados fortemente pelo próprio Romero!
Chegamos, assim, a A Ilha dos Mortos, que também não tem relação com a quadrilogia original (Noite, Despertar, Dia, Terra), mas é uma sequência direta de Diário dos Mortos, como se o diretor estivesse querendo fazer uma nova série independente (trilogia? quadrilogia?) sobre mortos-vivos. Pela primeira vez na saga Romeriana, um personagem do outro filme retorna para criar um elo de continuação oficial, e pela primeira vez a trama tem um narrador. (Nota: É claro que eu não estou contando o personagem de Tom Savini em O Despertar dos Mortos, que reapareceu, durante alguns segundos, como morto-vivo em Terra dos Mortos). A trama de A Ilha dos Mortos se passa seis dias depois que os mortos começaram a andar, ou seja, seis dias depois dos fatos mostrados em Diário dos Mortos. O personagem que retorna é o coronel da Guarda Nacional "Nicotine" Crocket (Alan Van Sprang, que apareceu também em Terra dos Mortos, mas interpretando outro personagem). Para quem não lembra, Crocket era mostrado rapidamente em Diário dos Mortos, liderando um grupo de soldados que assaltava o trailer dos jovens protagonistas daquele filme – um episódio mostrado em flashback no início de A Ilha dos Mortos.
O novo filme começa mostrando o descontrole da Guarda Nacional para deter a ameaça cada vez maior dos mortos-vivos, e é quando Crocket resolve picar a mula, acompanhado de três colegas: Chuck (Joris Jarsky), Cisco (Stefano DiMatteo) e a soldada machorra Tomboy (Athena Karkanis). Ao invés de proteger a população dos ataques dos zumbis (que os personagens chamam de "deadheads", ou "cabeças mortas"), o quarteto sai roubando, saqueando e protegendo o próprio traseiro enquanto a sociedade desmorona.
Paralelamente, somos apresentados aos moradores de Plum Island, uma ilha distante da costa, onde os moradores igualmente enfrentam a ameaça dos mortos-vivos. Ali vivem dois clãs de descendência irlandesa, que acabam lutando entre si ao invés de se unir (tema recorrente no cinema de Romero). A família O'Flynn, liderada pelo patriarca Patrick (Kenneth Welsh), incentiva a destruição sem trégua de todos os mortos-vivos para proteger os vivos, enquanto a família Muldoon, liderada por Seamus Muldoon (Richard Fitzpatrick), prega a convivência pacífica entre humanos e zumbis, na busca de uma possível cura para a "epidemia". Afinal, é possível que um dia alguém descubra uma vacina para transformar aqueles mortos-vivos famintos de carne humana em pessoas "normais" novamente...
Quando o clã O'Flynn é derrotado, Patrick é exilado pelo arquiinimigo Muldoon, sendo obrigado a retornar para o continente com alguns seguidores, abandonados à própria sorte. É quando o caminho dos deportados se cruza com o dos soldados errantes liderados por Crocket, através de um vídeo gravado pelo irlandês e difundido na internet, prometendo a salvação da ameaça zumbi para quem acompanhá-lo de volta até Plum Island. (Claro, é preciso acreditar que a internet ainda estará funcionando em pleno ataque maciço de mortos-vivos, que um sujeito consegue gravar um vídeo e fazer upload no YouTube, e que outros sujeitos arranjem tempo, enquanto lutam contra zumbis, para acessar a internet e assistir o tal vídeo!).
Logo, O'Flynn e os militares unem forças, roubam uma balsa e seguem até a ilha para um sangrento confronto. Não com os mortos-vivos, mas com os homens de Muldoon, que continuam tentando "domesticar" os zumbis para que se alimentem de animais, e não de pessoas – talvez a melhor ideia de Romero nos últimos tempos.
O filme termina deixando o espectador com a pulga atrás da orelha: afinal, quem estava certo era O'Flynn, pregando o extermínio dos mortos-vivos, ou Muldoon, que pretendia domesticá-los e reintegrá-los à sociedade? Esta irônica questão talvez seja o único aspecto Romeriano de Survival of the Dead, uma produção bizarra que mais parece um roteiro escrito por Claudio "Zombie 3" Fragasso e entregue para George A. Romero filmar!
Olhando pelo lado bom, Survival of the Dead ao menos diverte – embora às vezes as gargalhadas sejam involuntárias, e não dá para sacar até onde Romero está fazendo graça DE PROPÓSITO! É muito melhor que Diário dos Mortos, mas isso também não quer dizer nada (pior do que aquele seria muito difícil…).
O diretor-roteirista corrige alguns erros marcantes do seu trabalho anterior, abandonando o estilo "falsa filmagem verdadeira" (até porque nenhum fotograma de Diário dos Mortos realmente lembrava uma "filmagem amadora"!) para voltar à narrativa convencional, e principalmente deixando de lado os personagens adolescentes, embora insista em adicionar à trama um anônimo teen que não fede e nem cheira (interpretado por Devon Bostick). Dos demais personagens de Diário dos Mortos, porém, não há nem menção, o que já é um ponto positivo.
A Ilha dos Mortos também tem algumas boas ideias esparsas, como a experiência de mudar a "dieta alimentar" dos mortos e a tentativa dos sobreviventes de buscar refúgio numa ilha, distante das garras dos zumbis, e não numa estrutura mais propensa aos ataques, como a fazenda de A Noite dos Mortos-vivos ou o Shopping Center de O Despertar dos Mortos. Inclusive eu acho que procurar uma ilha seria a coisa mais sensata a se fazer no caso de um ataque de zumbis, e é engraçado que Romero só tenha pensado nisso no seu sexto filme do gênero, depois que outras produções já haviam abordado a mesma hipótese (como no final de Madrugada dos Mortos).
Infelizmente, porém, Survival of the Dead tem erros tão grandes ou maiores que os seus acertos. O principal deles é que todos os personagens são irritantes e dispensáveis (como já acontecia em Diário dos Mortos), e é simplesmente impossível torcer por qualquer um dos protagonistas. Se fossem todos para a goela dos zumbis, não faria a menor diferença. Aliás, nem mesmo os zumbis são "simpáticos" dessa vez, então a nulidade é total!
Outro problema grave é a indecisão de Romero em relação ao tom do filme: a narrativa muda o tempo todo de um clima de horror sério para um tom jocoso e brincalhão, que não combina com a proposta do diretor. Sim, havia humor negro velado nas outras obras de Romero, como as "tortadas" na cara dos zumbis em O Despertar dos Mortos, mas era um humor sutil e integrado à narrativa (no exemplo citado, para mostrar que os personagens já estavam tão acostumados a matar zumbis que até já brincavam com eles). Não é o que acontece em A Ilha dos Mortos, que traz cenas como a de Crocket incendiando a cabeça de um zumbi com um sinalizador (ele fica idêntico ao Motoqueiro Fantasma!) e acendendo seu cigarro nas chamas enquanto o monstrengo se debate! Isso sem contar o constrangedor momento da "pesca de zumbis", em que um sujeito fica fisgando mortos-vivos do fundo do mar com uma vara-de-pesca comum para depois matá-los a tiros!
Porém o momento de humor mais infame e questionável deste novo filme remete ao clima pastelão dos desenhos animados, uma característica dos já citados Sam Raimi e Peter Jackson, mas nunca vista antes no cinema do veterano Romero. Nesta cena, Crocket joga uma granada contra um casebre onde estão vários homens atirando. A explosão derruba a parede e, quando a fumaça baixa, vemos os homens que estavam no interior do casebre imóveis e com o rosto coberto de fuligem preta – como acontece tradicionalmente nos desenhos animados, em que as explosões nunca machucam ninguém! É um momento tão absurdo que me deixa tentado a crer que o espírito de Bruno Mattei baixou no velho George nos últimos anos, já que Diário dos Mortos também tinha umas bobagens parecidas.
É possível que o veterano George esteja tentando se adaptar aos "novos tempos", mostrando à garotada que também pode fazer um filme de zumbis engraçadinho, a exemplo do que vimos nos últimos anos com os ingleses Shaun of the Dead e Doghouse, o norueguês Dead Snow e o recente Zumbilândia. Se era esta a proposta, porém, Romero deveria pelo menos se decidir entre o terror "cabeça" ou humor pastelão, não misturar os dois, bem como contratar um outro roteirista para bolar umas piadas menos infames e constrangedoras.
Tudo considerado, a ideia da ilha também acaba sendo queimada à toa, já que é muito mal-aproveitada pelo roteiro (cujo foco é mesmo a inimizade das duas famílias). Há uma única cena decente que envolve um personagem sendo obrigado a nadar no mar infestado de zumbis (sim, zumbis aquáticos!), mas depois disso até esquecemos que a história se passa numa ilha, já que a localização geográfica não é mais explorada pelo roteiro. Logo a história se transforma numa espécie de western, com pistoleiros a cavalo enfrentando os soldados e suas metralhadoras, e os zumbis fazendo a festa no meio. É quando Romero demonstra estar falhando até como cineasta, ao filmar um tiroteio em que as pessoas correm a descoberto atirando umas nas outras, mas sem nunca atingir ninguém – ao estilo David A. Prior em clássicos como Deadly Prey e Operation War Zone.
Finalmente, A Ilha dos Mortos tem o grande defeito de ser repetitivo até o talo, uma característica que já vinha de Diário dos Mortos. Afinal, o que Romero pretende com esta nova série independente sobre zumbis? Se a ideia era contar novas histórias, por que não adicionar novas ideias? Não é o que estamos vendo até agora: tanto Diário... quanto A Ilha dos Mortos não passam de auto-plágio e reaproveitamento de temas e ideias já vistas nas quatro obras anteriores, sem qualquer novidade ou conceito diferente do que o próprio Romero já filmou nas últimas quatro décadas. Haverá, portanto, alguma razão, que não a financeira, para ele estar fazendo estas novas produções?
O próprio argumento de Survival of the Dead é muitíssimo parecido com Dia dos Mortos. Se naquele tínhamos o conflito entre um grupo de militares (que queria destruir os zumbis) e um grupo de cientistas (que queria domesticá-los) dentro de um laboratório subterrâneo, neste sexto filme muda apenas o ambiente (para uma ilha), mas o tema é o mesmo, com um novo grupo de militares (que também quer destruir os zumbis) lutando contra um grupo de fazendeiros (que também quer domesticá-los). A própria conclusão é idêntica à de Dia dos Mortos, com os zumbis se libertando do seu cativeiro para resolver o impasse entre os dois grupos rivais.
Romero também reaproveita de Dia dos Mortos (e do posterior Terra dos Mortos) o tema da "evolução" dos mortos-vivos. Se no primeiro tínhamos Bub, o zumbi domesticado para repetir atos prosaicos do dia-a-dia, e no segundo tínhamos Big Daddy, o zumbi que subitamente ganhava consciência e liderava os colegas mortos-vivos contra seus opressores humanos, em A Ilha dos Mortos temos os mortos-vivos de Muldoon, que foram acorrentados e condicionados a repetir hábitos diários para esquecer a fome por carne humana. Lembra daquela polêmica toda sobre a inteligência de Big Daddy em Terra dos Mortos? Bem, vai ser engraçado ver o que esse mesmo pessoal vai dizer diante de algumas cenas de Survival of the Dead, como a dos zumbis cortando lenha, entregando correspondência, cozinhando (!!!), dirigindo carros (!!!) e até andando a cavalo!!!
E se a repetição de temas não é indício suficiente de que Romero não tem mais história para contar, Survival of the Dead ainda repete todas aquelas batidíssimas situações já vistas e revistas em todos os outros cinco filmes de mortos-vivos do diretor (além de suas incontáveis imitações, refilmagens e variações). A saber: um personagem secundário cuja transformação em zumbi é iminente e precisa implorar para o parceiro matá-lo, o drama de alguém tendo que decidir entre atirar ou não na cabeça de um familiar recentemente falecido, e até o velhíssimo tema do "eles poderiam se unir contra os zumbis e sobreviver, mas preferem lutar entre si e se matar". O que parece, pelo menos na minha opinião, é que o diretor antigamente tinha algo a dizer com seus filmes de zumbis, fazendo interessantes alegorias com as sociedades contemporâneas a cada episódio. Isso explica o grande intervalo entre os capítulos da quadrilogia original: 10 anos entre Noite e Despertar, sete entre Despertar e Dia, e 20 entre Dia e Terra. Agora, em contrapartida, o intervalo entre os filmes diminuiu bastante, e Romero parece não ter mais muita coisa para dizer: tirando as roupas, penteados e obviamente os aparatos tecnológicos, como celulares e computadores, vistos em Diário... e Survival of the Dead, o que sobra são tramas tão atemporais e impessoais que poderiam muito bem se passar nos anos 60, 70 ou 80, mas que não fazem grandes retratos da geração atual, como acontecia com os anteriores – a não ser que a geração atual seja mesmo tão medíocre que Romero nem consegue pintar-lhe um retrato decente!
Enfim, o que sobra aqui é um filme de zumbis que diverte, sim, e que consegue manter a atenção até o final sem dar raiva, ao contrário de Diário dos Mortos. Mas isso é pouco, muito pouco perto do que se espera de uma obra assinada por George A. Romero, e não traz absolutamente nada de novo em relação à infinidade de histórias sobre mortos-vivos já narradas pelo seu diretor – ou por seus imitadores – de maneira melhor e mais eficiente nos últimos anos. Não há criatividade, não há situações novas ou personagens interessantes, e mesmo as mortes (a grande atração das produções do gênero) são pouco inspiradas.
Para piorar, Romero aposenta de vez os velhos "sangue falso e maquiagem" dos bons tempos (que saudade do Tom Savini!), substituindo-os por exagerados efeitos de computação gráfica, tornando cada cena de morte involuntariamente cômica – espere só para ver o resultado de um extintor de incêndio sendo disparado no interior da boca de um zumbi, por exemplo!
Até há alguns poucos e eficientes efeitos de maquiagem produzidos pela equipe do especialista Greg Nicotero, principalmente na parte final (que traz os tradicionais corpos humanos sendo rasgados em tiras pelos mortos), mas na maior parte do tempo o espectador precisa aturar absurdos como este mostrado nas fotos deste artigo. E pensar que tinha gente que reclamava do suposto CGI fraco de O Último Trem...
A Ilha dos Mortos demonstra, assim, evidentes sinais de cansaço de um cineasta veterano e respeitadíssimo, que perceptivelmente não soube se reinventar, não tem novas ideias nem histórias para contar, e soa tristemente "demodé" diante da concorrência, lançando dois novos filmes (este e Diário dos Mortos) que perdem feio até para remakes (como Madrugada dos Mortos, que é uma reinvenção de O Despertar dos Mortos e para reinterpretações que deram sangue novo a um tema já batido (REC, os dois Extermínio, Fido – O Mascote e o brasileiro independente Mangue Negro). Até mesmo Bruiser – A Máscara do Terror, uma produção beeeem menor dirigida por Romero no ano 2000, soa mais interessante e criativa que os dois últimos filmes do mestre.
E se elenco nunca foi o forte das obras de zumbis do diretor (com exceção de Terra dos Mortos, que tinha várias caras conhecidas), A Ilha dos Mortos mantém-se na mesma média, com um festival de interpretações nada memoráveis ou expressivas, e um único destaque, Kenneth Welsh (o Windom Earle do seriado Twin Peaks), apropriadamente dúbio como um personagem em quem o espectador não sabe se pode ou não confiar.
Como curiosidade, os realizadores parecem ter selecionado seu elenco assistindo Jogos Mortais, já que sete dos seus atores participaram de episódios desta franquia: Athena Karkanis foi a agente Perez de Jogos Mortais 4 e Jogos Mortais 6, Devon Bostick interpretou Brent na Parte 6, Julian Richings vem da Parte 4, o "herói" Alan Van Sprang foi Chris em Jogos Mortais 3, Joris Jarsky enfrentou a famosa armadilha do pêndulo em Jogos Mortais 5, e até os figurantes Wayne Curnew e Ho Chow foram igualmente figurantes nas Partes 5 e 2, respectivamente. Bem, podemos subir o total para oito se contarmos o "zumbi" Dru Viergever, um dos nomes anunciados para o elenco do atualmente em produção Jogos Mortais 7.
Segundo o nem sempre confiável IMDB, George Romero não tem novos planos para um outro "'Qualquer coisa' dos Mortos", mas não se espante se ele logo retornar ao seu universo de mortos-vivos para um sétimo filme do gênero. Minha única expectativa é que ele passe a borracha em Diário dos Mortos e A Ilha dos Mortos, e desta vez não tenha pressa, reservando algum tempo para maturar decentemente uma boa ideia. Tudo bem que Romero lançou as bases para os filmes de zumbis que temos hoje, mas isso não é desculpa para que ele fique se repetindo infinitamente, como se dezenas de outras produções não tivessem retrabalhado os mesmos temas nos últimos anos. Talvez alguém precise puxar a orelha do mestre e avisar que só seu nome no cartaz não é o suficiente, embora a horda de fãs puxa-sacos do diretor já esteja preparada para defender seu novo filme com unhas e dentes, por mais burocrático e sem noção que ele seja. Tudo considerado e com alguma generosidade, A Ilha dos Mortos acabaria com uma cotação "bonzinho" (uma nota entre 6,5 e 7); e se o filme parece melhor quando comparado ao fraco Diário dos Mortos, por outro lado se torna uma piada de mau gosto se avaliado à sombra das grandes obras de Romero, como O Despertar dos Mortos.
Assim, eu espero, sinceramente, que a próxima incursão do veterano nas histórias de zumbis retome o clima da quadrilogia original: aquele climão sério, claustrofóbico, violento e sufocante que todos aprendemos a respeitar, e que inúmeros cineastas aprenderam a copiar (na maioria das vezes sem chegar nem perto) desde o A Noite dos Mortos-Vivos original.
Mas o que não dá para engolir são filmes como Diário dos Mortos e A Ilha dos Mortos, que mais parecem imitações baratas e sem imaginação dos clássicos de Romero do que produções assinadas pelo próprio!
Nenhum comentário:
Postar um comentário